Monthly Archives: Março 2009

Lower Depths

Trata-se hoje de um post completamente inusitado. Não explicarei porque, simplesmente vou contar o que aconteceu e você faça o favor de usar seu juízo corretamente, da maneira que achar melhor.

 

Era domingo, noite, 23 horas (usando a técnica Leila Lopes de dramatização ao contar uma história) (não entendeu? clica: http://www.youtube.com/watch?v=U7-duHIiRoo)

 

Voltando ao papo, que é sério. Abri meus e-mails, dentre a caralhada de informações que foram feitas para ser ignoradas, uma que me chamou a atenção, o ≤subject≥ do e-mail era:

 

“I am directing a movie” 

 

Abri o e-mail e pensei: ” -Fudeu! Virus” 

 

Ainda bem que não era. Passado o susto fui ver do que se tratava.

 

Era o e-mail de um amigo que conheci em Londres contanto que iniciou os trabalhos para fazer um remake de um dos maiores sucessos indianos da história. E ai Rubens Ewald Filho? Pagou pau? Então relaxa que tem mais informação meus caros leitores.

 

O filme em questão chama-se Neecha Nagar e foi um dos grandes vencedores do Festival de Cannes de 1946. O filme em si já é uma adaptação de uma obra do grande escritor russo Maxim Górki, que na realidade chama-se Aleksei Maksimovich Peshkov. Foda-se, foi o que eu pensei. 

 

Este foi o pôster que eu achei na net do Neecha Nagar:

 

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O filme já seria por si só histórico por ter ganhado o Grand Prix, mas ainda há um outro detalhe que me chamou a atenção que vale a pena ser ressaltado. O responsável pelas músicas do filme é um cara chamado Ravi Shankar. Familiar? Pois é, Ravi Shankar é um dos músicos indianos mais conhecidos no mundo por ser um grande tocador de cítara, e por ter tocado com grandes nomes como: Janis Joplin e Jefferson Airplane em Woodstock, além de ter influenciado e tocado junto com o beatle George Harrison. Ainda um dado curioso sobre o músico Hindi, ele é pai da sensacional cantora/atriz Norah Jones.

Voltando ao filme, quem também fez uma versão dele foi o não menos fodão diretor Akira Kurasawa, este é o poster da sua versão da peça de Gorki:

 

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Mas ali no poster, se você for a pessoa atenta que eu sei que é, você notara um nome familiar, Renoir, sim e não. Sim ele tem um parentesco com o grande pintor, e não, não é ele. Trata-se do filho de Renoir que foi o responsável pela primeira adaptação cinematográfica da obra do escritor russo.

 

Enfim, eu fiz essa punheta cultural toda para dizer que este meu amigo que está fazendo um remake do filme precisa de atenção para o trabalho, e eu estou fazendo minha parte, divulguei aqui o trabalho dos caras, o e-mail dele é: islahuddin@yahoo.com e se alguém aí se interessa e acha legal uma galera que bota pra fudê e não fica parado ai vendo esse monte de merda audiovisual que sai de Hollywood, vejamos o que sai de Bollywood. Se dessa empreitada sair o novo Slumdog Millionaire vou querer os créditos pela descoberta.

 

Beijos e até uma próxima.

 

W.B

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O que era todas as segundas…

…Agora veio parar nas quartas. Antes de iniciar nossa jornada deixe-me explicar uma coisinha, estou tentando evitar palavras com acento e semelhantes pois escrevo de um Mac. Quem usou Mac depois de anos com o PC sabe do sofrimento.

 

Pois bem senhoras e senhores, um update durante o post, depois de muito tempo sem postar, uma alma luminosa me mostrou onde “moram” os acentos no simpático (viram ali? o acento?) Macintosh.

 

Então agora vamô para com o lero-lero e falar de coisa séria, vamos falar hoje de música, é música. Certas músicas tomam seus ouvidos de assalto e não há nada que você possa fazer. Foi exatamente por isso que eu passei quando ouvi o cd abaixo:

 

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O quarteto novo é mais um expoente (infelizmente) esquecido de nossa música. Nessa barca me incluo também que pouco conhecia desta fantástica banda. Não sei ao certo quem apresentou esta pérola para mim, se foi o grande Tomás Vianna ou se foi meu primo, Alexandre Napoli, que se os orixás me continuarem dando forças, conseguirei trazer para realizar uma resenha muiscal neste humilde espaço.

 

Mudando o foco lentamente para o quarteto denovo. Pronto. Ajustou? Sim? Tá focado? Mete bronca.

 

O Trio, paulistano, foi formado em 1966 por: Théo de Barros (contrabaixo e violão), Heraldo do Monte (viola e guitarra) e Airto Moreira (bateria). Agora vem um pouquinho de Wikipedia moçada, vou destacar algumas palavras, assim você pode optar pela leitura panorâmica, como faz meu pai:

 

Théo de Barros – Nascido no Rio de Janeiro (RJ), compôs sua primeira canção ainda na adolescência e com 19 anos já tinha duas músicas interpretadas por Alaíde Costa, “Natureza” e “Igrejinha”. Gravou seu primeiro compacto em 1963 (com “Vim de Santana” e “Fim”) e no mesmo ano integrou o Sexteto Brasileiro de Bossa, como contrabaixista. Mudou-se para São Paulo, onde se apresentou em várias boates da cidade – começou a ter o trabalho reconhecido quando Elis Regina gravou o seu samba “Menino das Laranjas”, em 1965. No ano seguinte, compôs com Geraldo Vandré aquele que viria a ser seu grande sucesso – “Disparada”. A canção ficou nacionalmente conhecida na voz de Jair Rodrigues que, junto com o Trio Maraiá e o Trio Novo (grupo que formou ao lado de Heraldo e Airto Moreira e que mais tarde, com a chegada de Hermeto Pascoal, passaria a se chamar Quarteto Novo), dividiu o primeiro lugar com “A Banda”, de Chico Buarque, no Festival da TV Record de 1966. Atuou como diretor musical em várias produções do Teatro Arena durante a década de 60, entre elas a peça “Arena conta Zumbi”, de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Escreveu com Boal a montagem “Arena canta Bolívar”, que excursionou pelo Peru, México e Estados Unidos. No cinema, compôs a trilha para o longa-metragem “Quelé do Pajeú”, de Anselmo Duarte. Em 1979 lançou o álbum duplo “Primeiro Disco” e produziu uma série de outros discos. 

Heraldo do Monte – Heraldo nasceu no Recife e começou na música tocando clarineta no colégio. A clarineta era o único instrumento disponível e com ele Heraldo lutou por uma semana sem conseguir tirar qualquer som. Até que seu professor, ligeiramente irritado, empunhou o instrumento para lhe mostrar como tocar e percebesse que havia algo errado. Um colega, pregando uma peça, havia enfiado uma flanela no tubo da clarineta. Heraldo seguiu seus estudos no instrumento e logo sentiu a necessidade de um instrumento harmônico. Usando os métodos para clarineta aprendeu sozinho a tocar o violão, intuindo os acordes.

Aprendeu também a tocar cavaquinho e viola caipira e comprou uma guitarra para começar a ganhar a vida tocando nas casas noturnas de Recife. Pouco tempo depois partiu para São Paulo onde foi se empregou na TV Tupi acompanhando os músicos que se apresentavam na emissora. No ano de 1966 entrou para o então Trio Novo, que veio a se tornar um Quarteto Novo.


Airto Moreira –  Um gênio.

 

Hermeto Pascoal – Outro Gênio.

 

 

Se alguém teve a curiosidade (ou paciência) de ler o profile dos dois primeiros músicos, não vai se surpreender com esta informação: Hermeto Pascoal não fazia parte da formação original da banda. Ele foi incorporado no II festival da música para acompanhar Jair Rodrigues na gloriosa “Disparada”. Pra não ficar com água na boca, e também dar um descanso nas palavras, saca só:

 

 

Em 67 a Pedrada. O grupo lançou um LP homônimo, pela Odeon, no qual realizava experimentalismos no gênero nordestino, rompendo com preconceitos vigentes com relação à música do Nordeste, e por isso até hoje, quando faltam as palavras, fiquemos com o som.

 

Um abrassão e até a próssima.

 

W.B

 

 

 

 

Quando faltam as palavras, melhor ficar com o som