Monthly Archives: Junho 2009

Tem dois caras ali do outro lado da rua te olhando porra…

-Foda-se! Será que o cara que está do meu lado da rua pode olhar pra mim?

-Porra, mas são dois caras! Se fosse um eu até entenderia.

-Como assim? Eu só posso ser reparada por um homem de cada vez?

-É oras. Não se ofenda, mas você nem é tão gostosa assim para ser reparada por mais de um cara. Você é tipo aquela mulher que um cara saindo do metrô olha na esperança de ganhar apenas um olhar de volta, sabe?

-Você é um grande e inacreditável idiota…

-Até aí nenhuma novidade…

-Você é ciumento e controlador!

-Olha ciumento eu até aceito, mas controlador não. Eu não consigo nem decidir se assito pelo Galvão ou com o Luciano do Valle, como que vou ser um cara controlador?

-Galvão??? Luciano do Valle??? Do que você está falando!? 

-Deixa pra lá vai. Creme ou chocolate?

-Tanto faz…

 

Beijos e abraços do dabliubê.

Desse lado da cidade faz frio (pacas!)

Desse lado da cidade bate mais sombra e faz mais frio. O sol não tem coragem de chegar até aqui. O sol nem se atreve. É um bosta mesmo.

Desse lado da cidade as pessoas são bonitas e andam elegantes. Sempre tem alguma coisa nas mãos, inda que essa coisa sejam outras mãos.

Ninguém aqui ta de bobeira, ninguém aqui tá olhando pro céu, ninguém aqui quer por a mão na massa e ninguém aqui se interessa.

Desse lado da cidade eu faço de tudo pra te entreter, desse lado da cidade, quando menos se percebe, o entretido é você.

Aqui mesmo, desse lado da cidade, agora há pouco mesmo, eu vi uma criança correndo, tão rápida que deu dor de cabeça no “pessu” do bistrô.

Desse lado da cidade faz frio e escurece, e o escuro não tem medo. Desse lado da cidade faz frio e como já dizia o Bortollotto, “talvez seja por isso que as pessoas bebam tanto…”

 

Beijos e abraços inexplicáveis e inviáveis do dabliubê.

Já que me ilhei

Esses dias eu tomei uma tapa na cara do vento. Bagunçou o cabelo e arrancou um olhar maligno pro nada. Isso me fez pensar em algo: Estou atrasado e que nunca deixei de parar pra reparar na minha falta de coerência. Certas circunstâncias nos levam a tomar decisões. Decisões por excelência são uma merda, ora, quer saber por que? Por que elas, assim como as conclusões, vem sempre no fim. E o problema decorrente é justamente o cara que pega a bola pra bater o penalti aos 42 minutos do segundo tempo. porra, se o cabra tem coragem vai lá, mete a bola debaixo do sovaco, como que dizendo: “deixa que esse eu faço” vai lá e num louvável e incrível gesto de austeridade manda a bola pra fora. Porra, morreu o mito. E o que dizer então do cara que não pega a bola e cobra? Vai pro saco também. Acho que o segredo nessas horas é ser a bola, (estou no caminho) que nada tem a ver com quem a chuta, simplesmente está ali para ser chutada. É como já dizia um dos mestres: “Tem gente nessa vida que faz, outros que assistem e tem uns que nem eu, que simplesmente perguntam o que foi que aconteceu..”

Dito isso tudo, reparem: Nem tudo é sofrimento nessa vida. Os bons momentos de alegrias devem ser devidamente dosados e repetidos pois como diria o velho Waly Salomão: “Vamo para com essa história de que o sonho acabou! A vida é sonho! (eco..).

Tratemo-nos como as velhas canções do Tom Jobim, como uma longa caminhada pelo calçado de Copacabana (mentira), tratemos as vezes como andarilhos pelas calçadas horriveis de São Paulo, ou então pelas calçadas planas e longas de Londres, mas que acima de tudo (essa foi meio Vinicius de Moraes) lá no alto, acima de tudo, possamos ser honestos com nós mesmo. E isso já terá sido pegar a bola, botar debaixo do sovaco e chutar de olho fechado. O que acontece depois, não é problema meu.

Beijos e abraços do dabliubê cheio de dois pontos e aspartames.

Devia ser simples

Devia ser simples

Deveria ser muito mais simples do que é

E por que não é?

Seria do humano esse lance de querer complicar?

O que é ou já foi em nada se parece com aquilo que será

Nesse dismedisse chegou a conta e um novo rumo cada corpo seguirá…

 

Da série, séria, célebre: “Poeta bom é poeta morto”

 

Beijos e abraços do Dabliubê.

Um escritor que mais erra do que asserta.

“Benvenuto ao mundo maravilhoso das segundas-feiras neste blog

Os Hendersson estão convidados para o maravilhoso show de pulgas

Não perca, aqui mesmo, em um dia qualquer”

Venho me apegando ao passado

 

Onde é que está meu rock’n roll?

 

W.B

A porra da luz ou!

Em Iporã do Leste, Santa Catarina, as pessoas teriam tempo de ler este post. Pelo menos hoje teriam. Não teriam, é verdade que poucas têm, paciência. Os seus, hoje por volta de oito mil iporãoestinhos comemoram os cinquenta e um anos do município. Parabéns a todos.

O que os meus amigos de Iporã não devem saber, é que a data do aniversário de sua cidade coincide com uma outra data muito importante. Foi também num primeiro de Junho, que nasceu sob a graça de Norma Jean Mortenson uma das saias mais importantes do século passado. Andy Warhol a pintou. E até o presidente Kennedy também lhe deu umas pinceladas. Por Deus, o que as comemorações em Iporã tem a ver com Marylin Monroe. 

Absolutamente nada. Apenas uma terrível coincidência, uniria os produtores agropecuários que formam a base econômica da singela cidade catarinense a estrela super-pop americana.

Terrível coincidência essa, tão rara, que trouxe, na semana passada, 43 pessoas até este sítio.

O que faz do dia 26 de maio uma data histórica para este blog. Nunca tantos olhos cansaram suas retinas com as cores brancas destas paredes.

Obrigados.

Vou deixar um “poeminha” pra vossas mercês. Foi o primeiro que eu achei no gugou como resultado da busca pela palavra “Poema”:

 

“…Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde 
e lentamente passo a mão nessa forma insegura. 
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. 
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. 
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.”

Carlos Drummond

Como quase tudo que eu digo, não quer dizer absolutamente nada. A não ser o fato de querer ser dita o pá!

Beijos e abraços tchurma.

Garçom a conta!? E tem como contar aquela do português denovo?

 

Ass: W.B