E são paulo era, foi e sempre será. Isso e tudo o mais.

O que toma de assalto aquilo que não é teu. Tu também o faz.

Deveras ter mais virgens. Deveras ter mais pureza.

Mas tua malandragem de anos no serviço vem sempre a tona.

Devia ter vergonha na cara, devias ter tido mais tempo pra ti.

Devia ter se cuidado mais.

Teu vento frio passa soberano. Bagunça os cabelos das tuas mulheres,

é tudo teu mesmo não é? É.

És a mais pesar de todos os pesares. E pesa.

és o côncavo quando lhe pedem o convexo.

O vice-versa do diz-me-disse e o conforto do desolado.

O cá pra lá dos bandoleiros, mancos e sem um puto na carteira.

Tuas veias principais entupidas de ódio e luzes vermelhas.

Um movimento parado, deitado de braços abertos para o céu vermelho

Que desaba sobre nós essa fina garoa numa tarde de inverno.

És uma grande filha da puta mesmo. Mas por ti guardo um eterno carinho.

 

Produzinho.

W.B.

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