Ode ao desemprego

Lavoro, Work, δουλειά, enfim, trabalho.

Quantas horas da vida uma pessoa perde trabalhando?

Quantos horas você vai perder trabalhando?

A palavra perder, apesar de pejorativa (é eu sei, foi de bobósito) está ali, bem empregadinha (no meu ver).

 

Claro que a economia precisa girar, e de uma forma bem chula (com charme é claro), a economia basicamente coexiste se a população tiver dinheiro para gastar, e assim, olha a mágica, o país cresce.

Mas vejamos o outro lado da moeda. Por que necessariamente o medo existe quando o número de desempregados aumenta? Precisamos nos acostumar com essa idéia.  A lógica é simples, ó Platão, quanto mais máquinas realizam o trabalho do homem, menos o segundo vai ser necessário. Oras, no máximo um cara para apertar o botão de liga, e oxalá que ele não esqueça de ao sair, apertar o mesmo botão para que desligue.

Reafirmo, tudo isso de uma forma incrivelmente chula, quer profundidade? Leia o “Ócio Criativo” livro do sociólogo Italiano Domenico de Masi. Mas basicamente consiste na idéia simples de que: Quanto mais tempo tivermos para nossas vidas, melhor seremos. Poderemos finalmente nos dedicar integralmente a nossas famílias, nossos amigos, e gradativamente nosso lazer poderá nos fornecer a condição básica para que exercemos uma função que nos dê prazer, garanta o suficiente para continuar existindo e de quebra minimizaremos o impacto de nossas ações no mundo que nos cerca.

– Mas espera um bocadinho aí o Joaquim, isso é completamente impossível! – Diria um leitor mais exaltado. E eu concordo com você. Como que ganharíamos dinheiro? Como que seria a nova hierarquização da sociedade?

Confesso que não sei. Talvez ninguém saiba. Mas teremos a resposta quando chegar o momento.

Agora entra a confissão de uma mente amalucada. Passamos por um período de transição. Por um período de mudanças. Estamos em reforma. Em constante reforma, se preferir. E só com uma mudança completa em nossos paradigmas, uma mudança completa em nosso estilo de vida, e por que (junto, separado, com acento?) não em nossa vida como sociedade?

Estamos chegando na encruzilhada da estrada que, ora tortuosa, ora uma reta compriiida, ora uma descida que parece não ter fim, mas que, bem ou mal, nos trouxe aqui. Enquanto Robert Johnson  toca seu violão sentado na grama entre a encruzilhada, teremos que escolher qual caminho seguir. Como sempre irá gerar inúmeras discussões, protestos, acusações baratas, mas até lá, eu espero estar vivendo aonde o mestre Dorival Caymmi não cansou de cantar. Sentado a beira do Sol e do Mar num fim  de tarde em Itapuã.

E que venham os novos tempos.

Lembrem-se, o desemprego é a chance que deram para você voltar a ser humano.

Beijos e abraços do Dabliubê.

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2 responses to “Ode ao desemprego

  1. Dai sim hein bigode!?
    palavras sábias!!!

    …” Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força…O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando dai, portanto nenhum dano”…

    I CHING

  2. esse texto ai é falta de um mato pra carpi

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