O luar do sertão

Havia inda um restinho de Sol, que saía lentamente de cena, à esquerda do horizonte

-Eita Sol tinhoso – Bradava a Lua

Ela (a Lua) pronta para subir ao palco e assumir a cena, embelezada de toda a prata que dispunha, não fazia miséria.

Dividiam todos os dias o mesmo palco. Desde o começo. E será assim até o fim. O homi lá de cima, generoso e não menos engenhoso ainda teve o tempo de escolher, que durante uma certa época, um fica mais no palco que o outro. E era assim, dia após o dia, noite após a noite. Completavam-se, e não vivem sem o outro. É como disse o caboclo véio:

– Mas esse luar do sertão é lindo demais, quem dera o Sol pudesse ver tamanha belezura.

Quem dera o Sol pudesse ver tamanha belezura…quem dera…

W.B

Até a próxima

O último que sair, apague a luz.

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