As saudades

Aquele homem sentado no banco sentia saudades. Acendia um cigarro, nada de muito comprometedor com relação ao seu caráter e olhava indiferente tudo. Belaroba, pensava ele. Nada que eu também não tenha pensado, mas ele sentia saudades. A dor era saber que era uma doença sem remédio. Não há cura. Não há choro, quisá vela. Deitado na vida, sentado no banco, por cima ou por baixo o importante é não ficar parado. Mas ele estava. De qualquer forma, a fumaça do cigarro tentava buscar a alma que esse homem tanto sentia a falta, e por isso, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, ele acendia um pertinente cigarro e fazia das suas dores oratório. Maldita saudades me dê uma trégua.

Até a próxima. W.B

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