O Amor é coletivo

Dois estranhos olhos se cruzam. Um par castanho claro, e um outro castanho escuro. Estranhos.Ela fala sobre trabalho, teatro e pessoas na velocidade da vida. Ele divaga sobre o movimento dos lábios dela e se ainda tem ou não uma cerveja gelada no fundo da geladeira. Como já disse o Reinaldo Moraes, é a única correlação existente entre minha vida prosseguir ou não. Então ele aperta um botão e vai até o fundo do ônibus. Ela também. As portas se abrem. Ele desce. Ela também. Eles caminham na mesma direção. Ele um pouco atrás, ela um pouco a frente. Ela para e espera o sinal fechar. Ele também. Ela atravessa a rua. Ele também. Estariam os dois indo para os mesmos lugar? Ela diz não. Ele também. O que sobra do amor coletivo são dois estranhos que passam na rua, nunca se viram e morrem de amor um pelo outro. Ela vai para casa. Ele não. Quem sabe amanhã agente se encontra denovo? Ela diz que talvez. Ele também.

Até a próxima.

W.B

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