Senta quila vem história

Já que me ilhei

Junho 26, 2009 · Deixe um comentário

Esses dias eu tomei uma tapa na cara do vento. Bagunçou o cabelo e arrancou um olhar maligno pro nada. Isso me fez pensar em algo: Estou atrasado e que nunca deixei de parar pra reparar na minha falta de coerência. Certas circunstâncias nos levam a tomar decisões. Decisões por excelência são uma merda, ora, quer saber por que? Por que elas, assim como as conclusões, vem sempre no fim. E o problema decorrente é justamente o cara que pega a bola pra bater o penalti aos 42 minutos do segundo tempo. porra, se o cabra tem coragem vai lá, mete a bola debaixo do sovaco, como que dizendo: “deixa que esse eu faço” vai lá e num louvável e incrível gesto de austeridade manda a bola pra fora. Porra, morreu o mito. E o que dizer então do cara que não pega a bola e cobra? Vai pro saco também. Acho que o segredo nessas horas é ser a bola, (estou no caminho) que nada tem a ver com quem a chuta, simplesmente está ali para ser chutada. É como já dizia um dos mestres: “Tem gente nessa vida que faz, outros que assistem e tem uns que nem eu, que simplesmente perguntam o que foi que aconteceu..”

Dito isso tudo, reparem: Nem tudo é sofrimento nessa vida. Os bons momentos de alegrias devem ser devidamente dosados e repetidos pois como diria o velho Waly Salomão: “Vamo para com essa história de que o sonho acabou! A vida é sonho! (eco..).

Tratemo-nos como as velhas canções do Tom Jobim, como uma longa caminhada pelo calçado de Copacabana (mentira), tratemos as vezes como andarilhos pelas calçadas horriveis de São Paulo, ou então pelas calçadas planas e longas de Londres, mas que acima de tudo (essa foi meio Vinicius de Moraes) lá no alto, acima de tudo, possamos ser honestos com nós mesmo. E isso já terá sido pegar a bola, botar debaixo do sovaco e chutar de olho fechado. O que acontece depois, não é problema meu.

Beijos e abraços do dabliubê cheio de dois pontos e aspartames.

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